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Vale da Veiga

Foto: Foz Côa Friends

Estação e Foz do Côa

30 de Junho de 2012

Foto: Foz Côa Friends

Paisagem avistada junto ao Castelo Velho - Freixo de Numão

26 de Maio de 2012

Foto: Foz Côa Friends

II Passeio pedonal pela Linha do Douro

Quinta abandonada - Almendra

Foto: Foz Côa Friends

II Passeio pedonal pela Linha do Douro

Rebanho nas proximidades da Srª do Campo - Almendra

Foto: Foz Côa Friends

Terrincas

Amêndoas verdes

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Rio Douro próximo da estação de Freixo de Numão / Mós do Douro

Foto: Foz Côa Friends

Linha do Douro

Viaduto da Linha do Douro no Vale Canivães entre o Pocinho e a foz do Côa.

Foto: Foz Côa Friends

Pocinho

Vista geral sobre o Pocinho a partir do santuário da Srª da Veiga.

Foto: Foz Côa Friends

Pocinho

Um dos muitos pombais existentes na região.

Foto: Foz Côa Friends

Foz do Côa

Onde o Côa e o Douro se abraçam.

Foto: Pedro Pego

Foz do Côa

Onde o Côa e o Douro se abraçam.

Foto: Foz Côa Friends

Foz Côa

Lagoa

Foto: Foto Felizes

Flor de Amendoeira

Foto: Foz Côa Friends

Igreja matriz de Almendra.

Templo do séc. XVI em estilo manuelino e maneirista.

Foto: Fernando Peneiras

Pelourinho de Almendra

De acordo com a sua feição quinhentista, o pelourinho datará dos anos seguintes à atribuição do foral manuelino em 1510.

Foto: Fernando Peneiras

Foz Côa

Câmara Municipal e Pelourinho

Foto: Foz Côa Friends

Pocinho e Cortes da Veiga

Vista geral

Foto: Adriano Ferreira

Quinta da Ervamoira

Foto: Adriano Ferreira

Foz Côa

Amendoeiras floridas

Foto: Adriano Ferreira

Foz Côa

Floração da amendoeira.

Foto: Adriano Ferreira

Túnel das Pariças

Linha do Douro - Castelo Melhor

Foto: Foz Côa Friends

Foz do Côa

Nevoeiro sobre a foz do Côa.

Foto: Foz Côa Friends

Quinta da Granja

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Quinta da Granja

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Próximo da Quinta das Tulhas

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Próximo da Quinta das Tulhas

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Próximo da Quinta das Tulhas

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Saião (Pocinho)

Foto: Foz Côa Friends

Douro

Próximo da Quinta das Tulhas

Foto: Foz Côa Friends

Linha do Douro - Caseta

Próximo do Côa

Foto: Foz Côa Friends

Foz Ribeira Aguiar

Próximo da estação de Castelo Melhor

Azulejos

Estação de CF do Pocinho

Manifestação pela reabertura da Linha

Porto

Foto: Foz Côa Friends

Castelo de Numão

Foto: Foz Côa Friends

Capela do Anjo S. Gabriel

Castelo Melhor

Foto: Foz Côa Friends

Castelo Melhor

Foto: Foz Côa Friends

Castelo Melhor

Foto: Foz Côa Friends

Quinta da Granja

Foto: Foz Côa Friends

Quinta da Granja

Foto: Foz Côa Friends

Concerto no Museu do Côa

Foto: Foz Côa Friends

Figos e Amêndoas

Foto: Foz Côa Friends

Foz do Côa

Foto: Filipe Inteiro

Orgal

Foto: Foz Côa Friends

24 dezembro 2011

Fogueiras de Natal



«Fogueiras de Natal», «Fogueiras do Menino», «Fogueiras da Consoada» ou «Fogueiras do Galo», são os nomes dados a uma mesma tradição portuguesa. O lume gigante será acesso na noite de 24 de Dezembro «para iluminar o Nascimento de Cristo». 

De acordo com Soledade Martinho Costa, «na Antiguidade, o ritual sagrado do fogo, ou lume novo, acontecia por ocasião do solstício do Inverno, com as fogueiras acesas tendo por intenção que o Sol voltasse a brilhar com maior intensidade, temendo-se, particularmente nas comunidades rurais, que as trevas afastassem definitivamente a luz e o calor, situação que correspondia a um acentuado declínio da luz solar e respectiva diminuição gradual do sistema diurno, até ao culminar no dia menor do ano – o Dia de Natal».
«Sob a influência da Igreja, a fogueira profana de adoração solar dos Romanos passou a ser cristianizada e a servir de ritual cristão ao culto divino testemunhado na quadra natalícia a Jesus Cristo - considerado o verdadeiro símbolo do Sol que vai nascer, para iluminar todo o homem que vem ao Mundo», explica Soledade Martinho Costa no livro «Festas e Tradições Portuguesas: Novembro/Dezembro».

A 24 de Dezembro, com o entardecer, acende-se o lume. Fica a ganhar força, enquanto dentro de portas se convive em torno da mesa. A Sul come-se peru e bacalhau, este mantém-se nas tradições nortenhas ao qual se junta, o polvo.
De Norte a Sul do país, o povo ficará com a missão de manter as fogueiras acesas até ao dia 6 de Janeiro, Dia de Reis. Manda a tradição que se deve manter quente o Menino.
Uma tradição que apela ao convívio e união característicos da quadra e que se repete um pouco por todo o país.

















Fonte: Café Portugal, Novembro 2011
Vídeo de: Adriano Ferreira

23 dezembro 2011

Boas Festas

22 dezembro 2011

Tabernas de Foz Côa



Relação de algumas Tabernas de Foz Côa- Década de 50
Pela Influência que tiveram em muitos episódios.


PRAZERES                                                       Pocinho
BACANA                                                           Rua da Quelhas               
RAMALHO                                                        Rua da Quelhas
GAGO                                                              Conceição
FIGUINHA                                                         Conceição
PANTELHA                                                       Rua de S. Miguel
PAXISA                                                             Rua de S. Miguel
LUÍS VEIGA                                                      Rua dos Combatentes
DESELDA                                                         Rua dos Combatentes
MONTEIRO                                                       Rua dos Combatentes
GOVERNANTA                                                 Praça do Tablado
BARRIGA VERDE                                             Rua D.ª Feliciana
VASCO                                                             Rua do Castelo
COSTA                                                             Rua da Pedreira
LOURENÇO                                                      Rua da Pedreira
REGEDOR                                                        Travessa da Pedreira
BRASILEIRO                                                      Rua D.ª Berta Montalvão
MÁRCIO FAUSTINO (Xanco)                             Rua de S. Miguel
MARIA ALTINA                                                   Rua de santa Quitéria
SAQUETA                                                          Conceição
PECHINCHA                                                       Largo do Picadeiro
PRETO GUERRA                                               Rua do Relógio

A propósito, aqui ficam dois episódios passado em Tabernas.

1-A ESTRADA DE LAGOAÇA QUEM LÁ PASSAR QUE A FAÇA
No meio do século passado, antes da emigração para a Europa, especialmente para França, havia muita falta de trabalho. As pessoas deslocavam-se sazonalmente para trabalhos agrícolas e outros, daí a designação de "Os Ílhavos", "Os Ratinhos da Beira", "Os Gaibéus", etc.
Em Foz Côa, um grupo de homens que procurava trabalho além-douro, para os lados de Lagoaça, dirigia-se para lá, pois se encontrava em construção uma estrada que dava o ganha-pão a quem para lá fosse trabalhar.
As mulheres arranjaram-lhes as merendas, a jornada era longa e lá vai uma catréfia deles, a caminho de Lagoaça, a pé, já se sabe.
Ao passarem no Pocinho, cansados, claro, entraram na taberna da ti Prazeres.
 E... sem vintém, um deles mandou vir uma rodada (de vinho, é claro). A ti Prazeres guardava o vinho em garrafas, envoltas no chamado pé de meia, de algodão, que desde que fosse regado, mantinha fresca a bebida. Veio a primeira rodada, sem ser paga, pois ninguém levava vintém e logo outro mandou vir outra, prometendo à ti Prazeres que pagariam no regresso.
Rodada atrás de rodada, as coisas complicaram-se, a pontos de um dos do grupo, já dia adiantado e bem, põe a mão fora da taberna, por cima dos dois meios portões e exclama:
 — Até queima Zé Casal... mais um pé de meia ti Prazeres!!!
E do Pocinho não passaram, regressando a Foz Côa, "alegres" mas tristes, por causa das responsabilidades familiares, pois certamente iriam ouvir das bonitas.
E assim foi. As mulheres invectivaram-nos, chamando-lhes tudo, desde irresponsáveis até desavergonhados e mandriões, pois nem pão conseguiam ganhar para os filhos.
E, meio envergonhados, tudo iam "engolindo", porque afinal as mulheres até tinham razão. Mas houve um, mais destemido, dos tais que nem a tudo se verga, mesmo sem razão, teve esta tirada excepcional:
—Olhem... a estrada de Lagoaça, quem lá passar que a faça!!!
(Boa tirada, sem dúvida).

Antiga Taberna Prazeres
Foto publicada por Toni Morgado


2-APONTA NO CU DA PIPA
A Toninha Saqueta ficava de serviço na taberna, enquanto o marido ia amanhar as propriedades. Um freguês certo, diário, vinha beber o seu copo, fiado, ao que a taberneira marcava com um sinal no tonel.
Quando o marido regressava, perguntava à mulher.
— Olha lá, Fulano veio beber? E apontaste?
— Sim, apontei, está ali no cu da pipa.
Isso repetia-se paulatinamente, até que um dia o freguês, por qualquer motivo, faltou.
O marido, como sempre, perguntou se o freguês tinha vindo e a mulher respondeu que naquele dia, não.
— E apontaste?
 — Não, pois se não veio…!!! 
— Olha, se não veio que viesse, ninguém o mandou faltar, aponta no cu da pipa e já.


(…)
Houve colaboração de muita gente que se prestou a contar este ou aquele pequeno episódio, esta ou aquela história, salientando a prontidão sempre demonstrada por todos, para assim darmos a conhecer aspectos já subconscientes e compreender alguns porquês de certas atitudes e expressões, passando a fazer parte da cultura popular viva.
(…)
Por: Joaquim Alberto dos Santos Marques (CÔAVISÂO).

13 dezembro 2011

Vale do Douro - Fauna e Flora

O clima peculiar do vale do Douro e dos seus inacessíveis canyons, proporciona refúgio e tranquilidade aos animais, formando o leito fluvial uma espécie de ilha faunística e vegetal para as espécies. O microclima dinamiza o aumento da diversidade zoológica e botânica, criando as condições necessárias para que animais próprios de latitudes mais meridionais aqui se instalem.



Muitas das espécies estão protegidas e outras em perigo de extinção, mas é sem dúvida o grupo das aves o mais importante, com destaque para a cegonha negra, a águia-real, o grifo, o abutre do Egipto, a gralha de bico vermelho, a andorinha dáurica, a águia de Bonelli, o falcão peregrino, o bufo real, o andorinhão real e o chasco preto.


VULTURES IN PORTUGUESE "GRAN CANYON" DOURO INTERNACIONAL from LUIS HENRIQUE PEREIRA on Vimeo.

Convívio de Natal de Fozcoenses residentes na Suiça

Realizou-se no passado dia 10 de Dezembro, pelo segundo ano consecutivo, um Convívio de Natal de Fozcoenses residentes na Suiça.


 
Vídeo da autoria de Jorge Manuel Sadio
Momentos finais do convívio, alegria e boa disposição

Este convívio, mais uma vez organizado pelo Jorge Sadio, Ilda Mimoso Sadio e Filipe Caleiro, excedeu as suas expectativas e primou pelo excelente ambiente de confraternização, onde nao faltaram os célebres fadistas Fozcoenses, excelentes guitarristas e uma sublime voz feminina que regularmente os acompanha.
Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os Fozcoenses espalhados pelo Mundo "Festas Felizes"

11 dezembro 2011

Os Espargos selvagens


O espargo (Asparagus) é uma planta pertencente à família das liliáceas, espontâneo em toda a bacia mediterrânica, conhecido desde tempos remotos pelas suas qualidades terapêuticas e diversidade gastronómica. A sua textura é definida pela quantidade de fibras, sendo alguns demasiado fibrosos e, por isso, pouco apreciados na gastronomia. Os seus rebentos, conhecidos como turiões, rebentam directamente do solo (na Primavera). São a parte mais apreciada do espargo porque são tenros, carnudos e comestíveis.

Embora tenham sido já catalogadas cerca de 300 variedades de espargos, apenas 20 são comestíveis.

Na nossa região o espargo pode ser encontrado junto das espargueiras que crescem nos olivais junto das  oliveiras, junto aos muros e caminhos ou mesmo em terreno aberto que não esteja cultivado.

Molho de espargos
Foto: João Valério -- http://nordestetransmontano.blogspot.com

Espargueira
Foto: http://pt.egardenirrigation.com/Espargos-selvagens.asp

História:
Na antiguidade esta planta foi apreciada pelo imperador romano Otávio Augusto, Apícius ( Gastronómico), Plínio , o velho ( Naturalista), que chamava a esta planta de “ a verdura de Deus”. Esta planta teve muito prestigio na Idade média e no renascimento sendo muito apreciado pelo rei Sol , Luís XIV e pelo chanceler alemão Bismark.
Os gregos e os romanos antigos atribuíam propriedades terapêuticas aos espargos, evocando a sua capacidade de curar desde a dor de dentes até ao reumatismo.

Saúde
  • Benéfico para a Saúde do Coração
  • Diurético natural
  • Alimento saudável para a flora intestinal
  • Prevenção das doenças do fígado
  • Os espargos contém ainda uma acção probiótica, que estimulam de forma natural o estômago e auxiliam no processo digestivo.
  • Retardam os efeitos do envelhecimento e deixam a pele, as mãos e o cabelo mais saudáveis.
  • Isento de colesterol
  • Fonte de ferro, reforça o sistema imunitário e previne as anemias.
  • A ingestão de cinco espargos equivale à ingestão de 60 por cento do valor diário recomendado de ácido fólico (200 a 400 miligramas).
  • Fonte do complexo de vitamina B, essencial ao bom funcionamento do metabolismo, nomeadamente vitamina B1, que ajuda as células do organismo a converter os hidratos de carbono em energia.
  • No caso das grávidas é essencial para a prevenção de malformação congénita do sistema nervoso do bebé.
  • Actua como desintoxicante já que ajuda os rins na sua tarefa de eliminar os líquidos, uma arma natural no tratamento da obesidade.
  • Previne também o aparecimento de pedras no rins.
  • O consumo regular de espargos estimula o sistema imunitário, protegendo o organismo da acção dos radicais livres.
  • O espargo é um alimento que deve ser evitado em caso de insuficiência renal e litíase úrica.
  • Desaconselhado também em casos de reumatismo agudo e cistite.

Fonte: Helena Cid - Nutricionista


Tabela nutricional:

180 GRS / 43.15 CALORIAS
NUTRIENTES
QUANT.
DDR (%)
DENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
VITAMINA K
91.80 mcg
114.8
47.8
excelente
FOLATOS
262.80 mcg
65.7
27.4
excelente
VITAMINA C
19.44 mg
32.4
13.5
excelente
VITAMINA A
970.20 IU
19.4
8.1
excelente
TRIPTOFANOS
0.05 g
15.6
6.5
muito bom
VITAMINA B1 (TIAMINA)
0.22 mg
14.7
6.1
muito bom
VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA)
0.23 mg
13.5
5.6
muito bom
MANGANÉSIO
0.27 mg
13.5
5.6
muito bom
FIBRAS
2.88 g
11.5
4.8
muito bom
VITAMINA B6 (PIRIDOXINA)
0.22 mg
11.0
4.6
muito bom
COBRE
0.20 mg
10.0
4.2
muito bom
VITAMINA B3 (NIACINA)
1.95 mg
9.8
4.1
muito bom
FÓSFORO
97.20 mg
9.7
4.1
muito bom
PROTEÍNAS
4.66 g
9.3
3.9
muito bom
POTÁSSIO
288.00 mg
8.2
3.4
muito bom
FERRO
1.31 mg
7.3
3.0
bom
ZINCO
0.76 mg
5.1
2.1
bom
MAGNÉSIO
18.00 mg
4.5
1.9
bom
SELÉNIO
3.06 mcg
4.4
1.8
bom
CÁLCIO
36.00 mg
3.6
1.5
bom


Receitas:
Clicar no texto situado abaixo das imagens para ver as receitas.

Omeleta de Espargos Selvagens

Migas de espargos selvagens com ovos mexidos

Espargos selvagens com ovo, pão,cogumelos e toucinho fumado

Ovos mexidos com espargos selvagens, 
cogumelos com bacon e pão torrado com alho e azeite 

Sopas de espargos Selvagens

Espargos grelhados com presunto
_________________________________________________________________________

08 dezembro 2011

CALHAVA-TE RAMALHO

O Sr. Ramalho, viúvo, quando tocado dos copos, especialmente aos domingos e como vivia sozinho (in vino veritas), punha-se à janela da casa onde vivia e bradava em altos gritos: quero-me casar, quero-me casar, não tenho quem me passe a roupa, quem me ajude, etc. etc.
Cá em baixo, um tal "Sarrador", respondia-lhe:
— Olha, Joaquim, casadinho sou eu e não tenho mulher!!!
O Sr. Ramalho insistia que se queria casar, que se queria casar, esbracejando, até que um tal Garcia, conhecido como Nosso Senhor, chamou uma menina Teresa, neta da Bacana, com cerca de 3 ou 4 anos e disse-lhe para perguntar ao Sr. Ramalho se queria casar com a avó nova ou com a avó velha (bisavó). Imediatamente respondeu que era com a avó nova.
Resposta ingénua da miúda: — Com a minha avó nova?!!! — calhava-te Ramalho, — não querias mais nada que casares-te com a minha avó nova!!!


Nota: Daí que, quando ainda hoje alguém pede ou deseja alguma coisa mais especial e que não é possível, a resposta que se ouve é esta: 
Calhava-te Ramalho!


(…)
Na prospecção e respectivo reconto destas pequenas histórias, jamais se quis ferir a susceptibilidade de alguém, muito menos ofender; elas são factos do domínio público e conhecidas do vulgo. E são estas que agora se retratam, com o intuito de não serem arrastados pelo rio Letes para que venham a constituir momentos de boas recordações, de tempos passados e que as pessoas com um pouco de mais idade, certamente os identificarão.
Houve colaboração de muita gente que se prestou a contar este ou aquele pequeno episódio, esta ou aquela história, salientando a prontidão sempre demonstrada por todos, para assim darmos a conhecer aspectos já subconscientes e compreender alguns porquês de certas atitudes e expressões, passando a fazer parte da cultura popular viva.
(…)
Por: Joaquim Alberto dos Santos Marques (CÔAVISÂO).

07 dezembro 2011

Linha do Douro - Pocinho - Barca D'Alva - Uma prioridade



Convém relembrar que, ao contrário do que algumas opiniões encomendadas por aí apregoam, a reabertura do troço Pocinho - Barca D'Alva é vital não apenas para o desenvolvimento e sustentabilidade da região do Douro como também do país. Tanto mais que o pagamento das SCUT's já é uma realidade, nomeadamente na A25, e quando na A4 se pagam e pagarão portagens cada vez mais caras.

«A França e a Alemanha ponderam seriamente a criação de portagens para os TIR e a Comissão Europeia estuda a possibilidade de aplicar aumentos da ordem dos 40% no gasóleo para camiões. Mais de 50% das nossas exportações são hoje efectuadas por rodovia, tendo tido o transporte de carga internacional um crescimento médio anual da ordem dos 9%. Se não apostarmos desde já em alternativas, arriscamo-nos a agravar, ainda mais, a nossa competitividade.»
(Fonte: http://maquinistas.org)

O absurdo que representa a ligação do Porto de Leixões a Espanha através da Linha da Beira Alta diz muito acerca das mentes que nos DESGOVERNAM e DESGOVERNARAM.
Ninguém de bom senso conseguirá sustentar tamanho absurdo.

A Linha do Norte está super congestionada e o futuro não pode nem deve passar pelo transporte rodoviário pois além de mais poluente terá os custos agravados devido ao aumento dos combustíveis e ao pagamento das estradas em Espanha e França.


«Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2007 a CP Carga transportou aproximadamente 10.555.000 toneladas, o que equivale a não terem circulado nas estradas 343.084 camiões. Considerando que cada camião de longo curso mede aproximadamente 15 metros é possível afirmar que foram retirados de circulação o correspondente a uma fila contínua de camiões entre as cidades de Lisboa e Helsínquia, nos dois sentidos.
Cada comboio de mercadorias reduz em média a circulação de 20 camiões TIR de longo curso (carga máxima: 25 toneladas) nas estradas portuguesas (para um comboio-padrão de 500 Ton.Líq.), diminuindo as emissões de CO2, o congestionamento, as probabilidades de ocorrência de acidentes e muitos outros custos ambientais.»
(Fonte: http://www.portugalglobal.pt

Se o país quiser descongestionar a A25 canalizando, por exemplo, 20% do transporte rodoviário pesado de mercadorias por comboio (tal como já acontece na Austria, Alemanha e França), a Linha da Beira Alta não terá capacidade para tal.

Para isso é necessária outra Linha e nada melhor que a Linha do Douro que, além de já estar implantada, retira 100 km ao percurso (tornando-a mais competitiva) e coloca o PORTO em contacto com a região de Castilla Leon onde vive uma população de 2,5 milhões de habitantes.


«As redes de transporte mais eficientes serão aquelas que permitam tirar partido, de uma forma integrada, das vantagens que cada modo de transporte apresenta, reduzindo, assim, os custos económicos, os ambientais, e devendo, simultaneamente, ser conjugadas com políticas que invistam num correcto ordenamento do território.
O nosso país deveria possuir um sistema integrado de transportes que teria, como principais objectivos, a ligação dos sectores produtivos, entre si, aos grandes centros de consumo e uma eficaz acessibilidade a todo o território.

O transporte intermodal representa o movimento de mercadorias que utiliza dois ou mais modos de transporte, sem manipular a mercadoria nos intercâmbios de modo. O termo intermodalidade corresponde a um sistema em que dois ou mais modos de transporte intervêm no movimento de mercadorias de uma forma integrada.
O transporte combinado é um conceito utilizado para designar o transporte intermodal de mercadorias onde a maioria do itinerário percorrido se efectua de comboio, ou por via marítima e, o menos possível, por rodovia, sendo esta utilizada só na etapa inicial e final.

A principal vantagem do transporte intermodal consiste em combinar as potencialidades dos diferentes modos de transporte. Desta combinação podem resultar importantes reduções dos custos económicos, segurança rodoviária, poluição, consumo de energia, redução do tráfego rodoviário. Permite, caso seja utilizado o modo ferroviário ou marítimo, que o transporte seja efectuado ao fim de semana ou de noite, com segurança.»
(Fonte: http://maquinistas.org)


A Linha do Douro tem no seu percurso nacional TRÊS PATRIMÓNIOS DA HUMANIDADE. Se contarmos com a ligação a Espanha são quatro.
Que país minimamente evoluído desperdiçaria este potencial ?

Aos olhos de muita gente esta reivindicação poderá parecer um insulto quando o que está em causa são coisas que mexem mais directamente com o bolso de cada um de nós. Mas o que nos está a acontecer deve-se ao facto de termos andado a dormir e termos deixado passar debaixo dos nossos narizes decisões gravosas que, aparentemente, não nos afectavam. Vê-se agora o logro em que caímos.

É preciso que os Portugueses saibam que mesmo em tempos de crise há investimentos que podem e devem ser feitos para nos tirar do buraco em que nos meteram.

A história da Linha do Douro é disso prova cabal pois foi construída numa época de grave crise económica e financeira (tal como agora) agravada na região do Douro pela crise vitivinícola provocada pela filoxera.
Não fosse a construção da Linha, a região Duriense teria perecido.

Por outro lado, é importante referir que a luta pela reabertura do corredor internacional ferroviário Porto - Salamanca via Barca D'Alva não é um capricho de meia dúzia de "malucos dos comboios" que, certo dia, acordaram com a tara de reabrir uma linha que está encerrada há mais de 20 anos.

Os argumentos que sustentam esta reivindicação são sérios, justos, estão fundamentados e contam com o apoio de figuras com reconhecidas competências tanto na área dos transportes como na economia, turismo, etc. Contam inclusivamente com o apoio de pessoas que conhecem a Linha como niguém e já foram responsáveis pela sua manutenção.

A gravidade do momento que o país atravessa não nos deve retirar o discernimento em relação à forma de melhor aplicarmos os dinheiros públicos.

Para grandes males, grandes remédios!

"Loucura é fazer a mesma coisa repetitivamente, e esperar resultados diferentes."
Albert Einstein

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